Relatório São Sebastião
Eis que de repente Deus, de tanto ouvir pedidos terrenos resolveu escalar um dos seus e aleatoriamente escolheu Sebastião, e assim disse-lho: -Sebastião, vá a terra em socorro aqueles que suplicam minha presença e traga-me um relatório completo do que observa-res, e assim foi feito. “deixemos bem claro que Sebastião é o tratamento intimo celestial, do pai, para com seu discípulo, agora para nós mortais esclareço que trata-se de São Sebastião”. São Sebastíão, para não causar espanto entre nós veio a paisana e com uma condição, não usar poderes celestes, afim de não perder a condição do direito a volta ao céu. Não sei se por coincidência ou intenção superior , veio no mês de Janeiro, mês este que há várias festas em sua homenagem. Pois bem! Deixemos de volteios e vamos ao que interessa; Nosso Santo, resolveu começar suas observações por uma pequena cidade do interior, cidade pacata, cidade que chega a dar impressão de puritanismo devido a paisagem bucólica, e foi a festa onde era homenageado. Ao chegar viu fotografias, imagens suas e etc, sentiu-se lisonjeado, pensou: “deixei bom exemplo qdo passei pela terra”; Alguns passos adiante foi interpelado por um garoto, menor de idade, que disse-lhe: -Quer comprar um bingo?tá valendo um frango! Gentilmente respondeu não ao garoto que se foi continuando sua labuta ilegal. Por falar no bingo ouviu de passagem a reclamação de um festante que dera um frango para a festa”doação feita por toda a comunidade”, e que agora teria que tentar a sorte no bingo, afim de comer o dito cujo, caso contrário voltara pra casa de mão abanando, já que a justificativa para a jogatina era que o dinheiro arrecadado seria para São Sebastião, nosso santo canfabulou: “Se todos deram o frango, que todos comam, sem jogo de azar” Seguindo em frente viu uma barraca de bebidas, aguardentes, cervejas, vinhos , refrigerantes etc...consumo frenético, um vai e vem de pessoas de dar inveja a qualquer formigueiro em estação de trabalho. Como sua função era observar não pode deixar despercebido o dialogo abaixo entre o barraqueiro e um festante. - O moço quanto custa uma cerveja ? - Cinco Reais ! - O que ! isto é um assalto em qualqué boteco da cidade custa R$2,50 Ah! Mais aqui na festa é mais caro mesmo a renda é pra São Sebatião. - São Sebastião! Tá bom! Se ele tivesse por aqui ia mandar prender vcs tudo. Mesmo diante da carestia o festante comprou uma e saiu, São Sebastião, que avermelhara de vergonha, diante do preço, ficou de mãos atadas sem saber o que fazer,pois, sua função era de relator sem intervir no que via pela frente, mesmo assim não conseguia entender o consumo de álcool exagerado numa festa de cunho religioso e que o tinha como homenageado De repente uma muvuca doida se espalhou pelo ambiente, cadeiras e mesas pelo ares, um corre corre em fuga na direção do portão, estava instalado o caos, que durou pouco graças a intervenção dos seguranças que deram cacetetadas pra tudo quanto é lado, aliás uma delas sobrou pra SãoSebastião, pegou de raspão sua orelha deixando um pequeno vergão que foi notado por Auricélia, uma jovem que prontamente o acudiu perguntando-lhe se havia se ferido, chegou bem pertinho com desculpa de ver o vergão e sussurrou-lhe no ouvido “ ai...ai...ai...delicia...ai se eu te pego...assim você me mata”, subitamente nosso santo de plantão, assustado, saiu andando e recusou a ajuda dizendo que não fora nada. “Ainda bem que assim o fez, pois, logo em seguida chegou o noivo de Auricélia, Desmostenes Trator, querendo saber o porque de tantos cuidados com o forasteiro, São Sebastião, ao longe, ouviu a conversa e apressou os passos já que a muvuca de ainda a pouco fora motivada por ciúmes. Apesar de tudo viu pela frente São Sebastião, mesmo não tendo ordem divina resolveu transgredir a regra celeste fazendo um breve vôo “invisível”, pelo barracão da festa, afim, de ratificar os fatos de então. Confirmado e ratificado, ali pelos ares começou a elaborar seu relatório ao mesmo tempo em que meditava sobre as contradições encontradas “consumo de álcool, preços exagerados,exploração de trabalho infantil,bingo,brigas,...tudo em nome da fé, por instantes lembrou-se de ter ouvido falar de uma festa chamada carvanal, que tinha todos os primeiros ingredientes do raciocínio de ainda pouco mas sem cunho religioso, questionou-se “Será que entrei na festa errada” Bom!de tanto meditar São Sebastião, esquecerá que estava em pleno vôo que entrou em parafuso, nos dois sentidos, tanto mental quanto alado, ‘CATAAPLOOOM”, o tombo foi ouvido por todos ali presentes que correram em auxilio aquele que caíra do nada, materializou-se na queda, e desacordado permanecera. De imediato trataram de leva-lo ao Hospital Municipal, onde permaneceu por três dias e noites sem dar pataca de nada; No quarto dia acordou e gritando: - Pai tá pronto o relatório!!!...Pai tá pronto o relatório!!! Diante da fala repetitiva, que lembrava um papagaio, as enfermeiras resolveram chamar o médico de plantão, que veio ouvir o forasteiro. -Doutor, eu sou São Sebastião, estou de passagem pela terra, vim em missão de observação, preciso voltar ao céu para entregar um relatório ao nosso Pai Celestial. O Médico que a tudo ouvira, ficou de dar-lhe uma solução no dia seguinte, e saiu... No dia seguinte, bem de manhãzinha, dois enfermeiros “bruta montes”, adentraram o quarto e antes que nosso santo tivesse qualquer reação aplicaram-lhe uma injeção sossega leão, vestiram-no numa camisa de força e levaram-no para o hospital psiquiátrico mais próximo. HOSPITAL SÃO SEBASTIÃO...
Escrito por chicotadeu às 11h52
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5audaçõe5
Caro5 Amigo5...Bom Dia !!!!! Lembrei de você5, aliá5, 5empre lembro!!!!! Pra falar a verdade de5de ontem não o5 e5queço. Hoje, não agüentei a 5audade e re5olvi e5crever-lhe5. À5 veze5 temo5 que no5 de5dobrar-mo5 diante de 5ituaçõe5 adver5a5 e creio 5er o quê e5tou fazendo já que meu teclado não quer colaborar. E5tou pa55ando apena5 para de5ejar-lhe5 uma boa 5emana de trabalho “o5 tai5 (5egunda a 5exta)”, 5 dia5 útei5. Ah! achei bacana e5ta interação entre o número 5 e a letra e55e “parece até que na5ceram um para o outro”...r5r5r5r5r5. Bom! é i5to! Um grande abraço e de5culpe os 5. Qualquer 5emelhança com algo que tenha acontecido por e5te5 dia5 é mera coincidência, ca5o 5eja na área e5portiva a coincidência é maior ainda. Abraço55555 !!!
Obs: email enviado a amigos são paulinos por ocasião dos 5x0 do TIMÃO em 26.06.11.
Escrito por chicotadeu às 17h28
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Força Positiva "Chacota nunca mais"
Caros amigos ! Venho através deste contar-lhes um fato que ocorreu comigo as vésperas do ano que finda. Sinceramente não era minha intenção alardear o ocorrido, porém confesso que fiquei bastante magoado e ainda mais por ter partido de um convivas do meu cotidiano interiorano. Também fiquei chocado pelo fato acontecer justamente nesta época do ano, momento da confraternizão natalina, felicitação pelo ano vindouro,enfim de corações amolecidos, mas fazer o que ! nem tudo na vida é mil maravilhas o tempo todo. Como sabem milito no comércio a um bom tempo, área esta que tem suas regras no quesito atendimento com educação, regras que coloco em pratica quando estou atuando no meu estabelecimento, “infelizmente nem todo comerciante as cumpre”. Ainda acima falei em final de ano e das felicitações, todo ano recebemos as mesmas e uma em especial que diz “que todos seus sonhos se realizem”, é justamente neste particular “sonho”, que fui ridicularizado por aquele que até então considerava amigo. Depois das preliminares vou direto ao acontecimento, pois bem! Estava eu a andar pelas ruas da minha pacata cidade, andança sem urgência uma perambulação para espairar o ânimo depois de mais um dia de labuta. Há certa altura da perambulação resolvi entrar no estabelecimento do que até então considerava amigo, e assim o fiz , pedi um refrigerante, enquanto bebia prozeava com alguns conhecidos; Sei que entre um gole e outro o tempo correu percebi que era hora de retirar-me, e foi justamente neste momento que vivi meu inferno astral, coloquei a mão no bolso e cadê minha carteira!!!, havia esquecido em casa. Apesar de conhecido de todos e estar em estabelecimento “amigo”, confesso que fiquei constrangido, não sabia onde por a cara, contei até dez, respirei fundo adonando-me da situação, quer dizer assim presumi ! Como o recinto estava cheio, muitas vozes, musica alta, eu gritei ao amigo: - Epaminondas, você pode marcar o guaraná pra mim ? Apesar de toda a barulheira ele gritou mais alto em resposta, sei que logo em seguida a sua fala todos que estavam no recinto caíram na gargalhada, fiquei arrasado, senti-me descriminado no meu próprio lugar, “nunca pela minha opção conhecida de todos”, mas pela forma como o inesperado se apresentou, de repente do nada em meio a toda aquela algazarra surge uma mão(mão de DEUS), que estendeu-se até mim com uns trocados com os quais paguei o refrigerante retirando-me a seguir cabisbaixo. Antes de revelar o teor da fala que me deixou angustiado peço a todos que tem apreço pela minha pessoa e receberam este, que “rezem, orem,” sei lá! Elevem seus pensamentos numa grande corrente positiva para que finalmente em 2011, eu possa ver o meu sonho realizado, afim de não ser alvo da chacota alheia nunca mais. Abaixo, “ainda de coração partido” revelo a fala do meu algoz: ( Tadeu... Fiado só quando o CORINTHIANS for campeão da LIBERTADORES !!!) FELIZ NATAL & PRÓSPERO ANO NOVO TREMENDO 2 0 1 1. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk !!!
Escrito por chicotadeu às 12h29
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Recesso
calado alado ¨voa imaginação¨ Logo, aterrisso no branco do papel !
Escrito por chicotadeu às 23h07
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Concreto IV
Desaparecendo...esaparecendo...saparecendo...aparecendo... parecendo....arecendo....recendo....ecendo....cendo.....endo... ndo...do...o... E S C A D A A B A I X O A...ap...apa...apar...apare...aparec...apareci...aparecid...aparecido.
Escrito por chicotadeu às 21h34
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Por que é que o Sol nasceu de novo E não amanheceu? Por que é que tanta honestidade No espaço se perdeu? Por que que cristo não desceu lá do céu? E o veneno só tem gosto de mel? Porque é que a água não matou a sede de quem bebeu?
Por que é que eu passo a vida inteira Com medo de morrer? Por que é que os sonhos foram feitos Pra gente não viver? Por que que a sala fica sempre arrumada Se ela passa o dia inteiro fechada? Por que é que eu tenho caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que é que existem as canções E ninguém quer cantar? Por que que sempre a solidão Vem junto com o luar? Por que que aquele que você quer também Já tem sempre ao teu lado outro alguém? Por que que eu gasto tempo sempre, sempre a perguntar? (Perguntar)
Por que é que eu passo a vida inteira Com medo de morrer? Por que é que os sonhos foram feitos Pra gente não viver? Por que que a sala fica sempre arrumada Se ela passa o dia inteiro fechada? Por que que eu tenho caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que é que existem as canções E ninguém quer cantar? Por que que sempre a solidão Vem junto com o luar? Por que que aquele que você quer também Já tem sempre ao teu lado outro alguém? Por que que eu gasto tempo sempre, sempre a perguntar? (Perguntar)
InútilComposição: Roger Moreira(Vô cantar tudo de novo, ô ?!) A gente não sabemos Escolher presidente A gente não sabemos Tomar conta da gente A gente não sabemos Nem escovar os dente Tem gringo pensando Que nóis é indigente... Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! A gente faz carro E não sabe guiar A gente faz trilho E não tem trem prá botar A gente faz filho E não consegue criar A gente pede grana E não consegue pagar... Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! A gente faz música E não consegue gravar A gente escreve livro E não consegue publicar A gente escreve peça E não consegue encenar A gente joga bola E não consegue ganhar... Inútil! A gente somos inútil! Inútil! A gente somos inútil! Inútil! Inútil! Inútil! Inú! Inú! Inú...
Escrito por chicotadeu às 20h25
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finalmentes...
Agora sim! pelo que tudo indica o cabelo será cortado. Antes, porém, seu Joanico, liga o velho rádio de válvulas, é transmitido pela rádio comunitária um jogo do time de São Pedro da União. Entre um lance e outro seu Joanico, cumpre seu ofício e entra no salão seu neto caçula, ao mesmo tempo o locutor grita...goooooooool de São Pedro da União; Ele não se contém e chuta a bunda do netinho que passava. O choro foi imediato seu Joanico, nem percebeu, até sua filha pegar a criança e levar para outro cômodo. Passada a vibração recontinua o corte. Está quase nos finalmentes e por falar em finalmentes!, lá vem o cortejo fúnebre do Miro Facão. O caixão é carregado pelas ruas da cidade até a catedral, onde, o corpo será velado e depois ao cemitério local. O salão de seu Joanico, faz parte do trajeto e quando o cortejo passa em frente, ele, vai a porta e fecha-a em respeito ao que se foi, interrompendo mais uma vez o corte do cabelo. O estranho tira a caderneta do bolso e faz anotações. Seu Joanico, reabre a porta e pela enésima vez recomeça o corte do cabelo, agora sim!, parece que acabou. Pega o espelho de mão e contrapõe ao espelho grande frontal, mostra ao estranho como ficou ; Ele, balança a cabeça pra cima e pra baixo em sinal de positivo. O estranho olha a tabela na parede, leva a mão ao bolso, tira a carteira, pega o dinheiro e entrega a seu Joanico, que se espanta! Faz menção em devolver, pois, o valor é superior ao da tabela, mas o estranho se recusa. Levanta-se, limpa os pêlos sobre a roupa e dirige-se á saída. Seu Joanico, o interpela e pergunta: - Oh moço! o senhor não é daqui? O estranho quebra o silêncio e diz: -Não! Estou de passagem, sou de Belo Horizonte. - O Sr. tem parente aqui? -Não um amigo me falou daqui. - Uai! Desculpa perguntá. O que o sr. veio fazê aqui? - Eu vim falar com tio do meu amigo, Professor Nicodemos. Sou jornalista, vou escrever sobre o cotidiano de uma cidade do interior. - Eu sei onde ele mora!. Se quizé leo o sr. na casa dele. - Não precisa já estou de partida. Muito obrigado mesmo! foi um prazer conhecê-lo - Então tá! O estranho se foi e seu Joanico disparou: - Escrevê o que? O homem nem saiu da cadeira. Eu hein! Povo esquisito que vem lá da Capital.
Escrito por chicotadeu às 20h16
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continuação...
No salão, seu Joanico reinicia o corte, tudo corria bem...Eis que de repente dois cavalos param em frente a barbearia, um montado outro a reboque. O cavaleiro desmonta, ouve-se o som das esporas no chão, surge aquela figura que ao avistar seu Joanico, sorri, um sorriso de ouro, que brilha de intensidade ao contato com a luz solar que iluminava o salão. Seu Joanico, vai de encontro ao oponente e o abraça; É o cigano Adamastor, visitante anual homem das novidades e barganhas. Seu Joanico, gostava de uma troca. O cigano cumprimenta o estranho que lhe devolve a simpatia. Ao perceber a visita, a esposa do barbeiro, trouxe a merenda (café e broa de pau a pique), saiu e os três serviram-se. Adamastor trazia à tira color uma bolsa; Como era da casa, sem cerimônia despejou no chão o conteúdo : peças brilhantes e reluzentes como ouro. Seu Joanico, observou tudo, não se interessou por nenhum daqueles badulaques, foi a porta, voltou e disse a Adamastor, que gostará do cavalo a reboque. O cigano quis saber se ele tinha alguma coisa de valor para trocar e o barbeiro, disse que sim, apontando para uma peruca no alto da parede. "Pois bem!!!vamos a permulta". O cigano argumentou que o cavalo era muito valioso, muito caro, pois defecava ouro(isso mesmo!defecava ouro), e tirou uma receita do bolso, que dizia estar escrito a formula de um pó, que deveria ser jogada no pasto, onde, o cavalo iria ficar e que durante a semana que o animal, lá, estivesse, o proprietário ficaria bem de situação. Teria que obedecer a data e o horário que estavam na receita, caso contrário seria trabalho em vão. Sobre a peruca, Seu Joanico, argumentou o seguinte: Era mais ou menos onze e meia da noite, tava quase indo dormi, escutei um chamado, sai na porta e não conheci a pessoa, mesmo assim atendi. O sujeito queria cortá o cabelo!; Abri o salão e comecei a cortá. O homem era bem cabeludo, as horas foi passando...Aíh o relógio da catedral começou a badalar, contei os doze badalos, era meia noite, olhei pelo espelho e ví o olho do homem avermelhá, tinha crescido os dentes da boca. Eta nóis! lua cheia...Só pode ser um lobisomen. Corri, abri a gaveta do armário e tirei uma corda, amarrei o bicho na cadeira bem apertado, bem apertado mesmo!, ele, se remexeu todo e eu segurei pra valê; Peguei novamente a tesoura, navalha, tudo junto e comecei a cortá cabelo,pelô. Tava disposto a deixá aquele bicho rapado, só que quanto mais eu cortava, mais crescia pêlo, a tesoura perdeu o corte, fui até a sala pra pega a tesoura da mulher, fui bem rápido, mas quando voltei o bicho não tava mais lá, fugiu. Ah! Mais os cabelos e os pêlos ficaram e a prova ta aí: a peruca. De repente, fez se um silêncio no salão, o cigano e seu Joanico, se olharam mutuamente, por uns dois minutos, mais ou menos. Logo, ecoou pelo salão duas tremendas gargalhadas que foram ouvidas até pelos bóias frias que passavam na boléia do caminhão vindo do cafezal. Após as gargalhadas combinaram uma volta em dinheiro a favor do cigano. Daquele momento em diante, o cavalo e a peruca, trocaram de mãos. O estranho discretamente tirou a caderneta do bolso e fez anotações.
Escrito por chicotadeu às 19h30
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continuação...
Enquanto contou o caso, seu Joanico, cortou metade do cabelo do estranho. Na porta anexa surge a esposa de seu Joanico,"era a terceira, enviuvara duas vezes"; Ela lhe pede a caderneta da venda para fazer o armazém,ele, abre uma gaveta, tira-a e entrega-lhe. Bem ao longe, ouve-se sons, instrumentos musicais, o som aumenta, aumenta e de repente estão na porta do seu Joanico. Era a Folia de Reis, tradição local e adorada por seu Joanico, que de imediato recebe a bandeira, ato este que autoriza os foliões a adentrarem sua casa. O estranho, sentado na cadeira do barbeiro, observa a tudo e a todos com serenidade; Estava até engraçado, parte do cabelo cortada outra não! Isso foi a deixa para o palhaço, componente da Folia de Reis, fazer a festa. Seu Joanico, logo, pegou sua sanfona(era mestre no instrumento, animador dos bailes da cidade e arredores. Sempre convidado a tocar, quando chegava na residência, o anfitrião pegava uma mesa e colocava no centro da sala e sobre a mesa uma cadeira,onde, seu Joanico, sentava e animava o baile). "Voltemos a barbearia", com sanfona em punho seu Joanico, tocava e os foliões se divertiam a valer, sob o olhar atento do homem estranho. As horas correram, de repente era hora do almoço. Enquanto todos se divertiam, a esposa de seu Joanico, mulher acostumada as tradições locais, correra em busca de ajuda; Convocou as comadres e vizinhas para que fizessem o almoço. Novamente o velho fogão a lenha entrava em ação. Panelas de ferro, carne de porco, de galinha, gordura, couve, farinha de milho, arroz, feijão, batata, macarrão... O cheiro da comida tomava conta do ar, assanhando as lombrigas dos foliões, no salão ao lado. "Tá pronto o almooooço!", anúncia uma das cozinheiras. E todos se alimentaram com fartura, inclusive o homem estranho, que atento escutava a prosa do povo (plantio da roça, preço da saca de café, novidades em botinas e chapéu de palha, o asfalto da estrada principal e também as fofocas do dia a dia). Passado o almoço foram feitas a devidas despedidas e todos se foram, exceto as comadres e vizinhas que ficaram para limpeza pós almoço. E claro! seu Joãnico, eo estranho que a tudo anotara discretamente.
Escrito por chicotadeu às 18h08
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O BARBEIRO DE SÃO PEDRO DA UNIÃO
São cinco e meia da manhã. Seu Joanico, levanta espreguiça, faz suas orações. Após poucos passos, está no banheiro, lava o rosto e segue rumo da cozinha onde está sua esposa, preparando no fogão a lenha, o café da manhã. Sobre a mesa, um pote com docê de cidra, biscoitos de polvilho, queijo e leite de vaca, que o compadre Antonio, tráz lá pelas cinco horas. Tomado o café, seu Joanico, afasta a cadeira levanta-se e vai para o salão anexo. É barbeiro, onde ganha o pão de cada dia. Antes de iniciar a jornada liga o rádio, este é um modelo antigo, precisa que as válvulas esquentem, levam-se alguns minutos para entrar no ar. O Barbeiro escuta as notícias da cidade grande, umas modas caipiras e as últimas do futebol. Terminado este ritual, abre as portas do salão. São duas portas de madeira, que se abrem ao meio e para dentro do cômodo. Pega a vassoura e começa a limpeza. É interrompido pelo serviço de alto falante da cidade, que anúncia: faleceu nesta cidade o Sr. Argemiro Facão,(é costume do lugar apelidar as pessoas relacionando aos fatos cometidos pelas mesmas). O morto, dessa ocasião tinha por costume arrancar um facão e sair correndo atrás daqueles que cortejavam sua filha - dizia que era moça para se casar com bom sujeito e não para desfrute. Seu Joanico termina a limpeza, dá as costas para a porta e guarda a vassoura no canto. Quando se vira novamente, percebe um homem que entra. Pelas vestes, logo, percebe que não é do lugar. O visitante entra, cumprimenta-o e diz querer cortar o cabelo; Seu Joanico pergunta-lhe como quer o corte,após o breve diálogo, entendem-se. O barbeiro pega os apetrechos e começa o corte, ou melhor, começaria. Adentra o salão, ainda em prantos, o filho do Argemiro, o morto, chama seu Joanico, ao lado e diz que precisa que ele vá até sua casa para fazer a barba eo cabelo do finado. Seu Joanico, explica a situação para o estranho, que entende e se dispõe a esperar. Seu Joanico, sai eo estranho tira do bolso uma caderneta e faz anotações. Passado uma hora seu Joanico, retorna, cumprida a missão, pega seus apetrechos e começa enfim o corte. Conta ao estranho a morte do Argemiro:(tava doente do sangue, caiu em depressão enforcou-se com a corda que usava para tocar o cavalo. Deixou bens: muitos alqueires de terra, sacas de café na cooperativa local, trator, automóvel, casa de aluguel; Tudo para o filho e a filha solteira, Hermenegilda Facão. "Tão falando que o Zé Rola, tá de olho nela, éh! Mais ele tem que ter cuidado, pois, o irmão saiu ao pai, qualquer coisa puxa o facão").
Escrito por chicotadeu às 21h42
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davi x GOLIAS
Esta história é recorrente todas as vezes que lidamos ou temos pela frente um embate. No mundo animal: em disputa por territórios, pela femêa e por fome. Entre os homens não é muito diferente, vez ou outra sopram ventos harmoniosos. Simplificando, ser vivo é sinônimo de embate, correto?
"Bom! o que tudo isto tem a ver contigo e comigo, explicarei":
Meu objetivo é bombar no Ibope, ou melhor, atropelar o Faustão. No físico eu diria que isto é impossível, os que me conhecem concordam, a desproporção de tamanho é gritante a favor dele. Porem, hoje, com a disponibilização de ferramentas ,como esta, tenho a possibílidade de fazer-me notado afim de obter meu intuíto dando razão ao título desta missiva eletrônica.
"Deixemos os pormenores e vamos direto a questão proposta":
Dia 08 de Fevereiro as 14:30 Hrs, Canal Futura. Durante 30 minutos a partír da hora ao lado, serei objeto do canal citado. Nos primeiros quinze minutos uma entrevista, nos quinze seguinte um curta metragem de minha autoria.
"Um breve resumo do conteúdo do programa, afinal, é muita pretenção pedir-lhe atenção diante do nada":
Fui selecionado num projeto que visa levar a cultura do audiovisual para municípios de até 20.000 habitantes. Tudo começou com uma história que escrevi sobre um personagem local. Após a seleção, viajei e frequentei oficinas com a finalidade de fazer a transposição de linguagem(escrita/audiovisual). De volta a minha cidade coloquei em pratica o aprendizado, tudo, em parceria com moradores eo resultado é o que verá na data que menciono acima.
"Em concordância com Odorico Paraguaçu, vamos aos finalmentes":
Diante do exposto peço-lhe 30 minutos do seu tempo em 08 de Fevereiro, afim de confirmar em dobro a profecia de Andy Warhol. Com relação ao embate pelos pontos no ibope, não é de todo o mal, pois, os veículos de comunicação envolvidos são criador e criatura, apenas inverterão os papéis por meia hora. Quanto ao Faustão, foi ilustração, o programa dele começa as 15:00Hrs. À respeito a parte que me toca, agradeço de antemão e convoco-o a seguirmos os passos de brancaleone exclamando quixotescamente:
"Exercito de telespectadores, "AVANTE"
Francisco Tadeu Pereira Morador de São Pedro da União - MG Profissão: Comerciante Selecionado do Projeto Revelando os Brasis Ano III História: O Barbeiro de São Pedro da União Diretor do Curta Metragem: O Barbeiro de São Pedro da União
Rodapé:
Davi e Golias: Personagens bíblicos antagônicos em termos físicos. O Primeiro pequeno, o segundo um gigante. Em luta, Davi sai vencedor.
Odorico Paraguaçu: Personagem interpretado por Paulo Gracindo na Novela "O Bem Amado".
Andy Wahrol: Artísta multi-mídia, ícone da Pop Art. Autor da Frase:"No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos"
Quixotescamente: Referência a Dom Quixote, clássico literário de Miguel de Cervantes.
Exército Brancaleone: Filme de Mario Monicelli inspirado em Dom Quixote.
Obs: Enviado a contatos quando da exibição do curta metragem na TV.
Escrito por chicotadeu às 19h45
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Polítiquês
Desmembre-mos a palavra "VEREADOR".
Ver a dor
Percebas que faltou o "e", de Eleja-me. Com este intuíto eles vem até nós.
Este "e" também é nosso "Eleitor" portanto, Cobremos!!!
Não esqueçam as dores dos munícipes
Escrito por chicotadeu às 09h57
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Dias Melhores
O primeiro, baiano, de Lençóis"Professor"; A segunda, mineira de Guaxupé"Professora". Este ano em momentos separados dialoguei com ambos. Hoje, lembrei destes diálogos e resolvi transcrevê-los. O assunto em questão foram as eleições de seus respectivos munícipios. Apesar da conversa em separado lembro-me perfeitamente de suas expressões faciais, eram as mesmas. Ambos estavam encantados pela chegada ao "poder", bem claro que em suas visões, poder que emana do povo para o povo. Suas cidades durante muitos anos foram comandadas por oligarquias , que ora ou outra revezavam-se no poder. Agora ,nestas eleições o quadro mudou, o partido político ao qual,eles, pertencem ganhou a eleição pondo fim a um domínio de longa data. Eles, de agora em diante deixarão de ser pedra, serão vidraça"cobrança". Pelo que percebi em suas palavras, lutarão para que seus pares, estendam ao maior número de pessoas o entendimento e a responsabilidade de ser situação"política" ou seja lidar com a coisa "pública" de acordo com o vocábulo, sem mãos de posse. Desejo-lhes sorte nesta empreitada, e também estas linhas que aproximam-lhes mesmo não conhecendo-se. Ambos deixaram transparecer, " foi o que concluí"; que suas realidades terão DIAS MELHORES. Ah! Meus amigos tem nome: Delmar e Laíse.
Escrito por chicotadeu às 17h09
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ENCHENTE
Ha cerca de 22 anos criei uma banda chamada Latino Humano, é! achava que a comunicação havia falido, digo, a nível do falar. Então, concluí que latindo seria percebido e daria meu recado via música. Era um latido engajado, raivoso com toques de rebeldia, bem de acordo com minha idade na época. O cachorro é o melhor amigo do homem, portanto tá tudo certo! pensava com meus botões. Nesta empreitada tive companheiros FIEIS, que caninamente seguiam meus rastros, não fomos muito longe, ficamos restrito a nosso bairro e alguns adjacentes. Lembro que demarcavamos o território nos postes, expelindo o líquido excrementício armazenado nos rins, aquilo era garantia de retorno certo e também limitador de cachorradas além mar. Antes de iniciar estas linhas, estava lendo as notícias sobre a enchente em Santa Catarina"que barbaridade"; Também, ví fotos e ouvi um relato de um morador de Blumenau, narrando o que viveu. Enfim, a população daquele estado, passa e passara por momentos críticos, momentos estes que precisarão de auxílio"socorro" e pelo que lí, outros estados brasileiros já se mobilizaram nesse sentido. Taí o Brasil solidário, humanitário que é desperto, ou seja, é chamado atenção, via tragédias. Será uma forma de latido da natureza!!! ou é um devaneio de minha parte. Sei lá! Diante de tudo isto veio a tona a letra de uma música que latiamos.
ENCHENTE
Tava sentado vendo TV
Barulhos na telha...começou a chover
Goteira daqui, goteira dali
Desisti de assistir
De repente todo mundo notou
Que o rio encheu e transbordou
ENCHENTE PRA NOS TORNAR INDIGENTE
ENCHENTE NOS SOMOS SOBREVIVENTES
Corri daqui... corre pra lá
Agua começou a nos arrastar
Parede caiu o teto desabou
Fiquei no tempo não sei pra onde eu vou
ENCHENTE PRA NOS TORNAR INDIGENTE
ENCHENTE NOS SOMOS SOBREVIVENTES
Chegou o prefeito e viu os estragos
No mesmo local mandou recontruir
Pra no ano que vem
A tragédia toda se repetir.
ENCHENTE PRA NOS TORNAR INDIGENTE
ENCHENTE NOS SOMOS SOBREVIVENTES
HUMANOS MATERIALMENTE CARENTES
ENCHENTE.
Escrito por chicotadeu às 22h31
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Papo Cevacêo II
O liquido cevacêo
Me Deixa claro e evidente
E X P O S T O
Janelas d'alma alheias
Observam e concluem:
SER VEJA
Escrito por chicotadeu às 10h45
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